O brincar é essencial para o desenvolvimento infantil. Diversas habilidades podem ser desenvolvidas por meio de brincadeiras leves e divertidas para os pequenos. Mas quanto tempo é necessário por dia?
Pesquisas comprovam que a ausência do brincar pode impactar habilidades simples do dia a dia das crianças, como fala, socialização e criatividade, gerando efeitos a longo prazo e podendo resultar em dificuldades na vida adulta, inclusive em tarefas rotineiras.
Um artigo publicado na Revista Crescer, da Globo, mostra que, durante os primeiros anos de vida, a brincadeira traz uma série de benefícios: na estruturação do cérebro e dos mecanismos neurais; no desenvolvimento da linguagem; na capacidade de adaptação física e motora; na organização cognitiva e resolução de problemas; nos processos de socialização; e na construção da autoimagem.
A realidade é que não há um tempo máximo para os pequenos se divertirem no universo das brincadeiras. Em vez disso, devemos nos preocupar com a qualidade desse tempo. É muito mais importante oferecer experiências e estímulos que realmente contribuam para o desenvolvimento infantil do que apenas deixá-los livres, sem direcionamento.
Atualmente, é importante observar o tempo de atividade física das crianças e incentivá-las de acordo com as recomendações para cada idade, o que pode ser feito por meio de brincadeiras e jogos, tornando tudo mais leve e divertido. Segundo a OMS, as recomendações são:
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Bebês de até 1 ano: não deixá-los parados por longos períodos; incentivar com brincadeiras fáceis e garantir pelo menos 30 minutos diários na posição de barriga para baixo.
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Crianças entre 1 e 2 anos: cerca de 180 minutos de atividades variadas adequadas à faixa etária.
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Crianças de 3 a 5 anos: parte do tempo deve incluir atividades mais intensas, como corrida, saltos, bicicleta e natação, enquanto o restante pode envolver estímulos mais tranquilos e cognitivos.
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De 5 a 17 anos: pelo menos 60 minutos diários de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa, incluindo esportes, educação física e exercícios que fortaleçam ossos e músculos ao menos 3 vezes por semana.
Mais do que estabelecer um tempo exato, o essencial é garantir que a brincadeira faça parte da rotina de forma consistente, rica e significativa. Quando a criança brinca com qualidade, explorando, criando, interagindo e se movimentando, ela desenvolve habilidades fundamentais para toda a vida. Afinal, brincar não é apenas passatempo: é uma das formas mais completas e naturais de aprender.
Fontes Utilizadas:
https://revistacrescer.globo.com/Primeira-Infancia/noticia/2017/04/tempo-de-brincar.html