É PRECISO VOLTAR A BRINCAR

May 04 , 2021

0 Comentários

SteamToy Brinquedos

É PRECISO VOLTAR A BRINCAR

Neste período de isolamento, é importante que pais e filhos resgatem o divertimento para a saúde das crianças


Algumas coisas são naturalizadas na relação entre pais e filhos e você começa uma família achando que é só repetir o que os outros já fizeram e vai dar tudo certo. O único pormenor é que maternidade e paternidade não possuem um manual de instrução. Na 'seara' das brincadeiras, é preciso aprender o tempo inteiro, isso porque ser criança ficou distante de nossas rotinas. Assim sendo, para cultivar e colher frutos dessa 'extensão de terra' que foi quase apagada da memória, é preciso 'reaprender' a brincar. "Essa parte é a mais difícil porque, nesses últimos meses, ganhei uma hérnia, então, para abaixar e ficar com a Gabriela está sendo sofrido, mas estou tentando fazer um esforço para melhorar", desabafa Cristiano Bichara Leal.

Ele e vanessa Marques de Medeiros Leal moram no Rio de Janeiro e são pais de Mariana, de 10 anos, e de Gabriela, 5, que teve diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em meio à pandemia do coronavírus. "Sempre o 'trunfo' para as brincadeiras é a Mariana, porque ela adora brincar com a irmã. Seguindo com a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), a gente vai vendo o aprender a brincar e a se comunicar com a criança", afirma. "Além de ser um período difícil para todos, pois não há como brincar com muitas pessoas, socializando livremente, as crianças com atrasos no desenvolvimento, como TEA e Síndrome de Down, costumam ficar ainda mais agitadas. Por isso, é importante que os pais ou responsáveis mesclem atividades", esclarece a neuropsicóloga Bárbara Malmeto, diretora do Autonomia Instituto.

Antes de ser diagnosticada com TEA, Gabriela enfrentava problemas na comunicação. Assim que nasceu, teve de passar por uma cirurgia para retirada de um tumor. Além disso, o teste da orelhinha, responsável por verificar o funcionamento da audição, registrou alteração. "Gabriela usa aparelho auditivo desde bebê, mas a gente começou a perceber que, com sete meses, ela respondia a alguns sons, porém o aspecto motor não estava respondendo como outras crianças. A gente já tinha a Mariana e é natural que os pais comparem o desenvolvimento de uma filha com a outra na mesma idade. A pediatra sempre falava que cada uma tem seu tempo, mas a gente ficava com a pulga atrás da orelha, né?", Lembra Leal.
Mesmo sem falar, Gabriela desenvolveu uma comunicação não verbal que a família entende. "Ela passou por uma infinidade de neurologistas. Ninguém descobriu. Então, o meu sobrinho foi levado ao especialista com suspeita de autismo e sugeriram essa médica para Gabriela. Conseguimos o diagnóstico de TEA em agosto", afirma o pai.

A mãe é enfermeira e também enfrenta uma rotina de trabalho puxada, sobretudo por causa da pandemia. Mesmo com a correria, Cristiano e Vanessa se engajaram e aprenderam a se comunicar melhor com a filha, que, antes da terapia comportamental, não conseguia olhar para os pais. "Agora ela olha para alguém que quer brincar. Antes, ela não sabia a utilidade, por exemplo, dos blocos de encaixe. Não fazia ideia que era para colocar em um espaço vazio. Ficava com a peça na mão ou brincava arremessando. Agora, sabe brincar. E eu aprendi que tenho que ficar na altura dela, falando de maneira clara, sucinta, para que ela possa entender e cumprir seu papel", diz Leal.

Uma peça do bloquinho de montar encaixada. Um olhar. Um sorriso. O que parece um detalhe para muitos, no desenvolvimento atípico, é uma grande evolução. "A melhor coisa é ver aquela gargalhada que dá depois. Ainda mais que os dentinhos de leite caíram, está com uma cara de levada que fica mais fofa ainda. Cada vez que ela reconhece uma coisinha nova é importante. Nesses últimos dias, Gabriela passou a reconhecer a irmã, a procurá-la, coisa que não fazia antes. Isso não tem preço, porque a Mariana sempre a amou demais", se emociona Cristiano Bichara leal.

Uma simples interação no mundo da fantasia infantil pode fazer a diferença no desenvolvimento cognitivo das crianças como atenção, memória, raciocínio, resolução de problemas simples do cotidiano e outras funções executivas. "De maneira geral, toda brincadeira é estimulação, pois trabalha os aspectos sociais, comunicativos, motores e cognitivos. Quando a família entende as dificuldades da criança e foca as brincadeiras nos comportamentos-alvos, essas habilidades ficam fortalecidas", explica Bárbara Calmeto.

A neuropsicóloga acrescenta que os pais precisam aproveitar todas as chances de interação. "O banho, as refeições, o parquinho, a hora de dormir, todos esses momentos podem se tornar oportunidades de estimulação", diz. Se a comunicação com o seu pequenino não está acontecendo da maneira como você esperava, além de buscar o apoio de especialistas, uma simples atitude como sentar no chão, deixar o celular de lado e dar atenção para ele fará a diferença. O ditado popular diz que "ninguém nasce sabendo", mas não explica que criar filhos é um eterno aprendizado, com tentativas, erros e acertos, incluindo o brincar com eles.

Texto de: Camila Tuchlinski

Montando o Mario e o Luigi com MagForma Cubos - RAPHA E MANDY

Apr 05 , 2021

0 Comentários

SteamToy Brinquedos

Montando o Mario e o Luigi com MagForma Cubos - RAPHA E MANDY

Os nossos amigos Rapha e Mandy, fizeram um vídeo super legal usando os nossos cubos magnéticos para fazer o Mario e o Luigi!

 

 

 

 

Clique AQUI e compre o seu cubo magnético!

Os benefícios dos brinquedos de montar para crianças

Feb 23 , 2021

0 Comentários

SteamToy Brinquedos

Os benefícios dos brinquedos de montar para crianças

Criar paredes, casas, edifícios, pontes ou qualquer outra obra arquitetônica é tão desafiador quanto divertido para as crianças. Dependendo da ida...

As formas geométricas na educação infantil.

Feb 19 , 2021

0 Comentários

SteamToy Brinquedos

As formas geométricas na educação infantil.

A geometria na educação infantil

A geometria está presente em nossa história através de Tales, Pitágoras e Aristóteles, que entre outros se destacaram no estudo do pensamento geométrico. As relações da geometria com o homem surgiram com a necessidade de transformar a natureza para que as suas necessidades fossem satisfeitas. O ensino da geometria está relacionado com o cotidiano da criança através da resolução de problemas, jogos, artes, exploração e a manipulação de objetos, entre outras estratégias didáticas. Vale ressaltar, que a criança desde cedo se manifesta através de riscos, retas e traços desenhando no papel, paredes, chão, assim como fez o homem pré-histórico. O professor parte de estratégias simples, como o desenho para fundamentar as noções geométricas com as crianças. Proporcionar momentos para a criança explorar objetos de formas e cores diferentes, assim como simular situações-problema para que possa resolver através dos desenhos, recortes e colagem, ampliando seus conhecimentos e a qualidade dos conceitos adquiridos.

Na educação infantil podemos elaborar atividades que colaboram para desenvolver o pensamento geométrico explorando as três tipos de percepções como a coordenação visual-motora, a discriminação visual e a memória visual. O objetivo do ensino na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental é desenvolver essas percepções na criança e o professor planeja e media as explorações para que os educandos interagem com o meio social no qual estão inseridos.
As relações elementares da geometria são de fundamental importância ao desenvolvimento da noção de espaço da criança, pois explora a natureza e o espaço em que circula antes mesmo de iniciar o processo de contagem. A geometria permeia as brincadeiras e atitudes das crianças na interação com o meio ambiente. O contexto social no qual ela está inserida já lhe proporciona a construção de um conhecimento prático. Pode-se dizer que a construção do pensamento matemático está ancorada nas experiências vivenciadas e que cabe ao professor mediar atividades que promovam a construção do conhecimento geométrico de forma prazerosa. Nas atividades e dinâmicas planejadas pelo professor, a criança começa a ter noção de figura geométrica sem precisar de conceitos e nem modelos prontos, somente do espaço e do corpo. O que leva a criança a construção da noção de espaço são as relações topológicas, projetivas e euclidianas. As relações topológicas são elementares, pois a criança no início do seu desenvolvimento utiliza relações de vizinhança, ordem, separação, figuras abertas e fechadas, entretanto não consegue diferenciar um triangulo de um quadrado. As relações projetistas permitem que a criança reproduza, através dos desenhos, o espaço circundante. Já as relações euclidianas são as relações que priorizam as questões de medidas.

Márcia Alves